quinta-feira, 4 de julho de 2013

Retórica.













1.A Retórica surgiu na antiga Grécia, ligada à Democracia e em particular à necessidade de preparar os cidadãos para uma intervenção ativa no governo da cidade. "Rector" era a palavra grega que significava "orador", o político. No início esta não passava de um conjunto de técnicas de bem falar e de persuasão para serem usadas nas discussões públicas. A sua criação é atribuída  a Córax e Tísis (V a.C), tendo sido desenvolvida pelos sofistas que a ensinaram como verdadeiros mestres. Entre estes destacam-se Górgias e Protágoras.

2.Os sofistas adquiriram durante o século V a.C., grande prestígio como professores de Retórica. 
A Retórica era antes de mais o discurso do Poder ou dos que aspiravam a exercê-lo. "O orador, escreve Chaim Perelman, educava os seus discípulos para a vida ativa na cidade: propunha-se formar homens políticos ponderados, capazes de intervir de forma eficaz tanto nas deliberações políticas como numa ação judicial, aptos, se necessário, a exaltar os ideais  e as aspirações que deviam inspirar e orientar a ação do povo.". O discurso retórico visava a ação, por isso se propõe persuadir, convencer os que escutam da justeza das posições do orador. Este primado da ação leva a maioria dos sofistas,  a desprezarem  o conhecimento daquilo que discutiam, contentando-se com simples opiniões, concentrado  a sua atenção nas técnicas de persuasão.  
Foi sobretudo contra este ensino que se opuseram Sócrates e Platão. Ambos sustentaram que a Retórica era a negação da própria Filosofia. Platão, no Górgias e no Fedro, estabelece uma distinção clara entre um discurso argumentativo dos sofistas que através da persuasão procura manipulação os cidadãos, e o discurso argumentativo dos filósofos que procuram atingir a verdade através do diálogo, pois só esta importa.
A Filosofia surge assim como discurso dirigido à razão, e não à emoção dos ouvintes . Esta é aliás a condição primeira para que a Verdade possa ser comunicada. Não se trata de convencer ninguém, mas de comunicar ou demonstrar algo que se pressupõe já adquirido - a Verdade de que o filósofo é detentor.

3. Aristóteles foi o primeiro filosofo a expor uma teoria da argumentação, nos Tópicos e na Retórica, procurando um meio caminho entre Platão e o Sofistas, encarando a Retórica como um arte que visava descobrir os meios de persuasão possíveis para os vários argumentos. O seu objetivo é o de obter uma comunicação mais eficaz para o Saber que é pressuposto como adquirido. A retórica,torna-se numa arte de falar de modo a persuadir e a convencer diversos auditórios de que uma dada opinião é preferível à sua rival

4. É neste quadro definido por Aristóteles que a Retórica irá evoluir, confinando-se à uma arte de compor discursos que primavam pela sua organização e beleza (estética), desvalorizando-se a dimensão argumentativa cultivada pelos sofistas. 
Esta arte conheceu um grande desenvolvimento na época helenística. Em Roma, Cícero (político e brilhante orador, do séc. I a.C), sistematizou os fundamentos da retórica, em duas obras fundamentais De Oratore e Orator. Considerou-a uma verdadeira ciência, cujo exercício exige uma enorme cultura. O objetivo do orador era provar, agradar e comover. A retórica divide-se então em várias, culminando neste período com Quintiliano (séc.I d.C),cuja única obra que chegou até nós se chama justamente Institutio Oratoria.   A Retórica torna-se em Oratória, ou seja, na arte de falar bem. 
Durante a Idade Média, a argumentação adquiriu enorme divulgação, nomeadamente entre os cléricos, ocupando um lugar central na educação (fazia parte do Trivium).

5. Na Idade Moderna, a retórica continuou a desfrutar ainda de algum prestígio nos países católicos,  recorde-se a este respeito o notável orador que foi Padre António Vieira. A tendência do tempo era todavia outra. A Retórica como arte argumentativa começou a ser completamente desacreditada. Descartes reafirma o primado das evidências sobre os argumentos  verosímeis. Na mesma linha, se desenvolve o discurso científico. Não se trata de convencer ninguém, mas de demonstrar com "factos", "dados", "provas" a Verdade (única e irrefutável).

6. No século XX a Retórica volta a ser retomada, em consequência do generalização das teses relativistas e o descrédito das ideologias. A "Verdade" que os filósofos afirmavam, não pode ser mais admitida como um ponto de partida para qualquer discussão. Antes de a poder afirmar o que quer que seja como verdadeiro, o filósofo deve procurar a adesão de um dado auditório para as suas posições. Todas as filosofias não passam de opiniões plausíveis que devem ser continuamente demonstradas através de argumentos também eles meramente plausíveis. Neste sentido, toda a filosofia é um espaço sempre em aberto e susceptível de continuas revisões. 
As estratégias argumentativas parecem estar nitidamente secundarizadas, face às técnicas de persuasão usadas pelos novos meios de comunicação de massas, como a publicidade ou a televisão.  


terça-feira, 2 de julho de 2013

A arte da Pregação, Homilética.

HOMILÉTICA.

       
O termo Homilética é derivado do Grego "HOMILOS" o que significa, multidão assembléia do povo, derivando assim outro termo, "HOMILIA" ou pequeno discurso do verbo "OMILEU" conversar.
O termo Grego "HOMILIA" significa um discurso com a finalidade de Convencer e agradar. Portanto, Homilética significa "A arte de pregar".
A arte de falar em público nasceu na Grécia antiga com o nome de Retórica. O cristianismo passou a usar esta arte como meio da pregação, que no século 17 passou a ser chamada de Homilética.
Vejamos algumas definições que envolve essa matéria:
Discurso - Conjunto de frases ordenada faladas em público.
Homilética - É a ciência ou a arte de elaborar e expor o sermão.
Oratória - Arte de falar ao público.
Pregação - Ato de pregar, sermão, ato de anunciar uma notícia.
Retórica - Conjunto de regras relativas a eloquência; arte de falar bem.
Sermão - Discurso cristão falado no púlpito.

A Homilética é essencial para o pregador, ela abrange um vasto conhecimento de eloquência, postura em um púlpito, a própria elaboração do sermão, tudo que tem haver com o pregador.
Existem três tipos de preparo do sermão:

1. Temático.
É aquele onde a divisão faz-se pelo tema. Todas as divisões devem derivar do tema.
A melhor forma é fazer perguntas ao tema escolhido, tais como: Por que? Como? Quando? O Que? Onde? 
2. Textual.
São aqueles onde a sua divisão encontra-se no próprio texto. É um método muito bom, pois oferece aos ouvintes a oportunidade de acompanhar, passo a passo a exposição do sermão.
3. Expositivo
Quando os textos são longos. Este pode expor uma história ou uma doutrina. ( Parábola, Milagre, Peregrinação, Pecado)
Em certo sentido todo sermão é expositivo, mas aqui indica a extensão do texto.

O sermão é dividido em:

Introdução;
Texto;
Corpo; 
Conclusão.

A pregação deve ser sempre como objetivo a Glória de Deus, ter como base a cruz de Cristo e ter o poder do Espírito Santo, fora isso é apenas um homem vazio em um púlpito.

domingo, 18 de dezembro de 2011

A teoria do Evolucionismo.


O Evolucionismo. 

O Evolucionismo se tornou popular através do livro de um cientista chamado, Charles Darwin. Esta teoria diz que a terra foi criada à 20 bilhões de anos atrás quando, de repente, tudo o que havia no sistema solar foi reunido à um pequeno ponto no espaço que rodava muito rápido até gerar uma explosão conhecida como o big-bang e o universo foi gerado pelos pedaços desta explosão. Diz que há aproximadamente 4 milhões de anos atrás a terra que até então era uma bola de pedra fervente resfriou-se, e começaram os anos de tempestades torrenciais que criaram uma sopa cósmica e também os oceanos. Há 3 milhões de anos atrás esta sopa que era até então um grande complexo químico progrediu  para um organismo vivo, gerando bactérias que evoluíram nas águas e depois de algum tempo partiram para a terra até se tornarem macacos que aos poucos se tornaram no homem. E, depois de alguns milhões de anos aqui estamos.

  1. Evolucionismo Cósmico
  2. Evolucionismo Químico
  3. Evolucionismo Planetário e Estrelar
  4. Evolucionismo Orgânico
  5. Marco-Evolucionismo
  6. Micro-Evolucionismo
 No sentido literal da palavra, o Evolucionismo é contrário à 2ª Lei de termodinâmica que diz basicamente que "tudo tende à desordem, ao caos" e não à melhora. A grande questão é que nunca se achou nenhuma prova real do evolucionismo, portanto existem muitos erros nos livros escolares que ninguém sabe, por exemplo:

Os ditos homens pré-históricos, como o Homem Nebraska, Piltdown e Taung já foram provados como fraude há muitos anos atrás! Já o Homem Neanderthal e Cro-Magna não tem nenhum traço primata, enquanto que a famosa Lucy é 100% primata! Porque considerá-los elos perdidos?

A Coluna Geológica, criada no início de 1800, classificou as idades das camadas da terra sem ao menos qualquer comprovação científica destas idades
e se essas camadas delimitam períodos, como poderiam existir árvores petrificadas de pé entre essas camadas? Nenhuma árvore ficaria de pé por milhões de anos!

O mais interessante é que a datação destas camadas é feita à partir dos fósseis encontrados nela e os fósseis são datados de acordo com a camada em que é encontrado. Isto se chama Razão Circular.


A “Árvore da Vida” diz que todos originam de um ancestral em comum, mas não existe nenhuma evidencia! Ela foi criada em cima de especulações.

E a Lei Biogenética que diz comprovar que o homem a salamandra e o coelho são iguais pois um embrião humano tem guelras com semanas de desenvolvimento foi provada falsa em 1875.

 A questão é que todos os argumentos do evolucionismo não tem prova cientifica, as Escrituras diz como houve o surgimento de todo o mundo aconteceu exatamente, quando Deus apenas disse e “em seis dias, fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êxodos 20:11). esta claramente a Existência de Deus, pessoas tentam explicar a criação mais nunca conseguiram.





 A pintura prova a existência do pintor, a casa do construtor e a criação? Todos querem provas da existência de Deus, mas a prova esta na impossibilidade dele não existir.

















sábado, 3 de dezembro de 2011

Evangelho de João. parte 1

O evangelho do apostolo João foi escrito aproximadamente cerca de 80-90 d.C. Os propósitos de João eram que Jesus era o filho de Deus e o combate contra as heresias que existiam naquela época. O interesse de João é que seus leitores saibam, fora de dúvida, que o Jesus de Nazaré é de fato o Cristo (Messias) filho de Deus. O segundo proposito para a escrita era combate dos grupos heréticos que existiam naquela época, os gnósticos eram um deles. Os gnósticos afirmavam que Jesus não era o Messias, alegavam que o Logos veio sobre Jesus quando o mesmo foi batizado nas águas por João Batista e saiu quando Jesus foi morto, dai o Apostolo João afirma claramente em Jo 1: 1-14 chamado Prólogo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Fundo Historico do Novo Testamento. Parte 1 cont.

O Periodo Grego (331-167 a.C.)

Em 336 a.C., quando Jadua era o sumo sacerdote, Felipe II da Macedônia foi assassinado quando fazia planos para invadir a Pérsia. seu filho Alexandre, sucedeu-o com a idade de 20 anos.
Depois de conquistar o Egito, Alexandre partiu para o leste, contra Dario. Em 331 a.C., Alexandre derrotou o exército inteiro dos persas e Dario III foi morto (provavelmente por um dos seus homens).
Alexandre morreu em 323 a. C., com 32 anos. Sua maior consecução não é considerada ser seu gênio militar. Ele é lembrado principalmente pela fusão do Ocidente com o Oriente.


1. Os ptolomeus e o Egito(321-198 a. C.)- Depois da morte de Alexandre, o periodo caiu nas mãos de seis generais. Laomedon tomou posse sa Síria, Ptolomeu Lagus recebeu o Egito, e a Babilônia caiu nas mãos de Seleuco. Os outros três não tinham a ver com os judeus. Dentro de dois anos, Ptolomeu e Seleuco derrotaram Laomedon, e os dois generais dividiram o território sa Síria. A Palestina ficou sob o controle de Ptolomeu.

Alexandria, planejada por Alexandre e seu arquiteto, tornou-se a capital e logo o centro liderante da cultura grega. Ptolomeu iniciou uma biblioteca que, na época de seu filho Ptolomeu Filadelfo(285-277 a. C.), tornou-se a maior do mundo antigo.

Durante esse período, a palestina estava experimentando uma helenização gradual e pacífica. A política dos Ptolomeus era conceder aos judeus direitos civis iguais aos dos macedônios.

2. Selêucidas e a Síria (198-167 a. C.) - Durante todo o tempo da dominação ptolomica na Palestina, os reis selêucidas da Síria estiveram olhando gananciosamente a área rica em ferro e outros metais.

Em 192 a. C., ocorreu um evento que iria ter implicações políticas de longo alcance. As duas grandes ligas gregas, sempre em gerra uma com a outra, convidaram os sírios e os romanos a tomarem partido. Este é o primeiro aparecimento dos romanos como potência mundial.

Antiíoco IV (Epifânio) passara doze anos em Roma como refém. Ele foi saturado com a cultura grega e o legalismo romano. O único curdo de ação, para ele, era forçar o povo, por todo o seu dominio, a aceitar a cultura grega.

Forçado a deixar o egito em vergonha e ignomínia. Antioco voltou para casa através da Palestina. Ele culpou os judeus por sua falha em tomar o Egito. A pena por se ter uma cópia da lei e praticar-se a circuncisão era a morte. A "abominação da desolação" referida em Daniel 9:27 ocorrera.

O Fundo Historico do Novo Testamento. Parte 1


Um estudo adequado da bíblia não pode ser feito sem uma consciência aguda das diferenças nas atitudes e estruturas políticas, culturais e religiosas que existem entre o Velho e o Novo Testamento. Certo desenvolvimento durante os 400 anos que decorreram entre os dois livros. É, portanto importante que voltemos a historia, até o tempo entre os dois testamentos, a fim de se apreciar mais completamente a situação pressuposta no Novo Testamento.
O que vamos propor neste estudo será de três linhas: a história política, as instituições e as seitas religiosas, e a literatura do período.

 Historia Politica.

O Período Persa (538-331 a.C.)
O reino do norte de Israel havia sido conquistado pelos assírios em 722 a.C. sob a liderança de Sargão. Seus habitantes foram então deportados para Assíria (II Reis 17: 6) e para outras terras conquistadas. A política dos Assírios foi tentar destruir todo vestígio de linhagem nacional e, assim, unir todos os povos num só.
Em 612 a. C., os babilônicos, liderados por Nabopolassar, destruíram Nínive e conquistaram os assírios. O reino do sul, Judá, caiu nas mãos dos babilônicos, sob Nabucodonozor, em 605 a. C. entre estes, estavam Daniel e os três jovens de Daniel 1.
O “cativeiro babilônico” não foi tanto um cativeiro como um exílio.
Ciro, tendo unido as nações da Media, Lídia e Pérsia, capturou a Babilônia em 538 a. C. e confirmou muitos dos judeus em suas posições de autoridade governamental (Daniel 6:1). A politica oficial dos persas era permitir o povo deslocado voltar para as terras de seus pais. Por causa dessa politica, a restauração de Judá foi possível. Cerca de 50.000 retornaram sob liderança de três homens.
Zorobabel, um príncipe da linhagem real de Davi, conduziu a primeira volta em 538 a. C.
Uma segunda volta ocorreu com Esdras, em 485 a. C. uma terceira foi liderada por Neemias, em 445 a. C.. Começando com Esdras e continuando através do trabalho de Neemias e Malaquias, foram iniciadas reformas, que deveriam ter resultados de longo alcance.
Durante todo o período persa, os judeus foram excepcionais em sua lealdade ao rei persa. Isto pode ter ocorrido porque havia mais judeus na Babilônia do que na Palestina. Esses judeus que estavam na Babilônia exerceram uma influencia muito grande sobre seus patrícios na Palestina, através de seus poderes políticos e suas contribuições financeiras.

sábado, 29 de outubro de 2011

Evangelho de Mateus. Parte 2.

 
A historia do povo Judeu em Mateus.

      Os Judeus, esperavam o Messias, uma pessoa que iria restaurar a nação de Israel às gloriosas alturas políticas dos tempos de Davi. Esperavam um principe politicamante poderoso, através de quem os Judeus lançariam fora o jugo de opressão e através de quem Israel iria governar o mundo. Mateus escreveu nos dias tumultuosos próximos à Guerra Judaico-Romana, uma gerra ocasionada por nacionalistas fanáticos, que tentaram introduzir o Reino Messiânico por precipitação. Ele tentou explicar, a uma comunidade judaico-cristã, a transição da esperança judaica num Messias político, para um cumprimento de profecia no Servo Sofredor, Jesus de Nazaré. Mateus se inquietou com o fato de que os judeus como todo não reconheceram que aquele a quem rejeitavam era de fato o cumprimento das promessas de Deus, o clímax da atividade redentora de Deus, expressa nas Escrituras. Mateus apresenta Jesus como o Messias, o filho de Deus e o Salvador. O propósito central é demostrar que Jesus é o verdadeiro Rei messiânico, a esperança não só de Israel, mas também do mundo inteiro.
     O tema permanente do Evangelho de Mateus é reconhecido como sendo o do Rei e do Reino do Céu.
     O Reino de Deus refere-se à soberania de Deus sobre toda a criação. Este termo é usado apenas quatro vezes em Mateus (12:28; 19:24; 21:31,43). Parece que, devido à relutância dos judeus em pronuciarem o nome sagrado de Deus, Mateus preferiu usar o termo " Reino do Céu". Este título é encontrado 32 vezes em Mateus e é encontrado nas passagens que são paralelas nos Sinópticos, nas quais Marcos e Lucas usam " Reino de Deus" (cf. Mat. 4:17 e Mar. 1:15; Mat. 5:3 e Luc. 6:20). Deus é Rei, quer o homem reconheça ou não sua realeza.
O propósito de Mateus, então, é apresentar Jesus como o grande Messias, o filho de Deus, o verdadeiro Rei prometido de Deus e esperado, por tantos anos, pela nação judaica. O tema deste Evangelho é: " O Reino do Céu". E Jesus é o seu Rei. Neste Evangelho, encontramos conclusões organizadas e sistematizadas de Mateus, um dos apóstolos, acerca de Jesus, o Cristo.